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Quem é o responsável entupimentos: o proprietário do imóvel ou a companhia de água?

agosto 28, 2026 eduardo 18 min de leitura
Técnico da Desentupidora BH realizando desentupimento de rede de esgoto com máquina em via pública de Belo Horizonte

Cano e esgoto Entupido: Quem é Responsável — Proprietário, Inquilino, Condomínio ou Companhia de Saneamento?

Cano entupido, esgoto voltando, pia sem escoar ou vaso sanitário transbordando: quando surge um problema hidráulico, uma das primeiras dúvidas é saber quem deve pagar pelo desentupimento — o proprietário, o inquilino, o condomínio ou a companhia de água e esgoto?

 

Resposta rápida: tudo depende da causa e do local do entupimento. Se o problema veio de mau uso — gordura, cabelo, objetos jogados no vaso —, a conta costuma ser do inquilino. Se é um defeito estrutural ou um vício anterior ao contrato, a responsabilidade tende a ser do proprietário. Se o entupimento está em uma tubulação de uso coletivo, entra o condomínio. E se está na rede pública de esgoto, o problema é da companhia de saneamento.

 

No Brasil, a resposta completa depende principalmente de onde está o entupimento, qual é a origem do problema, quem utiliza a tubulação e se o defeito está na instalação interna do imóvel ou na rede pública de esgotamento sanitário.

Em um imóvel alugado, existe ainda uma segunda questão: o problema foi causado pelo uso do inquilino ou já existia no imóvel?

Essa diferença é fundamental.

A Lei do Inquilinato (Lei nº 8.245/1991) estabelece que o locador deve responder pelos vícios ou defeitos anteriores à locação, enquanto o locatário deve cuidar do imóvel e reparar danos provocados por ele, seus familiares, visitantes ou prepostos.

Por isso, não é correto afirmar simplesmente que “todo cano entupido é responsabilidade do proprietário” ou que “o inquilino sempre deve pagar”.

 

Afinal, quem paga o desentupimento?

De maneira prática, a responsabilidade costuma seguir esta lógica:

Situação Responsável mais provável
Entupimento causado por mau uso do morador Inquilino/ocupante
Entupimento decorrente de gordura, objetos, cabelo ou resíduos lançados na tubulação Quem causou o problema
Defeito antigo ou problema estrutural da instalação Proprietário
Tubulação interna do imóvel com problema Proprietário ou usuário, conforme a causa
Entupimento em coluna de esgoto de uso coletivo Condomínio
Problema na rede pública de esgoto Prestador de saneamento
Entupimento em tubulação compartilhada entre várias unidades Pode envolver condomínio/prestador, conforme o ponto afetado
Problema decorrente de obra ou alteração hidráulica irregular Responsável pela intervenção

Essa tabela é uma orientação geral. O contrato de locação, as normas locais de saneamento, as regras do condomínio e a identificação técnica do ponto do entupimento podem alterar a conclusão.


Proprietário ou inquilino: quem deve pagar?

Essa é uma das situações mais comuns em imóveis alugados.

A Lei nº 8.245/1991 estabelece obrigações diferentes para locador e locatário.

O locador deve entregar o imóvel em condições de uso e responde pelos vícios ou defeitos anteriores à locação.

Já o locatário deve utilizar o imóvel com o mesmo cuidado que teria se fosse seu, comunicar imediatamente ao proprietário os defeitos cuja reparação seja responsabilidade dele e reparar danos provocados por si, seus familiares, dependentes, visitantes ou prepostos.

Portanto, imagine duas situações.

 

Situação 1: o cano entope por mau uso do inquilino

Se o morador joga gordura na pia, descarta objetos no vaso sanitário ou provoca uma obstrução por uso inadequado, a responsabilidade pode ser atribuída ao próprio inquilino.

Nesse caso, o proprietário não necessariamente deve pagar pelo desentupimento.

 

Situação 2: o problema já existia no imóvel

Se o encanamento apresenta um defeito antigo, tubulação deteriorada, instalação inadequada, problema estrutural ou vício anterior à locação, a responsabilidade tende a ser do proprietário.

Por isso, a causa do entupimento é mais importante do que simplesmente saber quem mora no imóvel.

Em caso de dúvida, uma vistoria técnica — de preferência com laudo por escrito — ajuda a separar o que é desgaste normal de uso do que é, de fato, mau uso.

“Como gestora de locações há mais de 10 anos em Belo Horizonte, já vi inúmeras rescisões de contrato por causa de esgoto voltando. A regra do ‘mau uso vs. problema estrutural’ faz sentido na lei, mas na prática gera um desgaste enorme. O divisor de águas na nossa administradora foi exigir o laudo em vídeo. Mês passado, o proprietário culpava a nova inquilina por um entupimento crônico, e ela jurava que não descartava nada indevido. A filmagem com a câmera de inspeção da equipe técnica provou que a manilha de barro antiga estava esmagada por raízes de uma árvore do prédio. Fim da discussão: o condomínio assumiu a obra imediatamente. Sem essa prova técnica, teríamos um processo judicial e um imóvel vazio.” — Mariana S., Gestora Imobiliária e Síndica Profissional.


O que diz a Lei do Inquilinato sobre reparos?

O artigo 22 da Lei do Inquilinato determina que o locador deve:

  • entregar o imóvel em condições de uso;
  • garantir o uso pacífico do imóvel;
  • manter sua forma e destino;
  • responder por vícios ou defeitos anteriores à locação;
  • fornecer informações sobre defeitos existentes no momento da entrega.

Já o artigo 23 determina que o locatário deve utilizar o imóvel adequadamente, comunicar defeitos ao proprietário e reparar danos provocados por ele próprio, familiares, visitantes ou prepostos.

Isso cria uma distinção importante:

manutenção decorrente do uso normal e problemas estruturais não são necessariamente a mesma coisa que danos provocados pelo morador.

Em caso de discussão, uma avaliação técnica do encanamento pode ser importante para determinar a origem da obstrução.


E quando o problema é do condomínio?

Em apartamentos, a situação pode ser diferente.

Nem todo cano localizado dentro do edifício pertence exclusivamente à unidade.

Um prédio pode possuir:

  • tubulações internas do apartamento;
  • ramais de esgoto;
  • prumadas ou colunas coletivas;
  • tubulações de áreas comuns;
  • caixas de inspeção;
  • redes condominiais;
  • ligação com a rede pública.

Se o problema estiver em uma coluna de esgoto que atende diversos apartamentos, por exemplo, pode ser uma questão de responsabilidade do condomínio, e não de um único morador.

Um dos sinais de que o problema pode estar em uma tubulação compartilhada é quando várias unidades apresentam simultaneamente sintomas semelhantes, como retorno de esgoto, mau cheiro ou dificuldade de escoamento.

Nesse caso, o síndico ou a administradora deve ser comunicado.


Quando a companhia de água e esgoto é responsável?

No Brasil, o termo mais adequado é prestador dos serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário, que pode ser uma empresa pública, sociedade de economia mista, autarquia, concessionária ou outro prestador autorizado, dependendo do município e do modelo de prestação. Esse setor é regido pelo Novo Marco Legal do Saneamento Básico (Lei nº 14.026/2020), que estabeleceu metas de universalização do acesso à água tratada e à coleta e ao tratamento de esgoto no país.

A Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) estabelece normas de referência para a prestação desses serviços em todo o território nacional.

A Norma de Referência nº 9/2024 trata, entre outros pontos, da operação e manutenção dos sistemas de abastecimento de água e esgotamento sanitário.

A Norma de Referência nº 11/2024 também utiliza a caixa de inspeção de ligação como referência para delimitar responsabilidades: a instalação predial de esgoto localizada antes desse ponto é atribuída ao usuário, enquanto a ligação com a rede pública envolve o prestador.

Em termos práticos:

Se o problema estiver na instalação interna do imóvel, o prestador de saneamento normalmente não será responsável pelo desentupimento.

Se houver indícios de obstrução ou falha na rede pública de esgoto, o problema deve ser comunicado à companhia ou ao serviço municipal responsável.

É importante lembrar que as regras específicas podem variar de acordo com o município e a entidade reguladora local.


Como saber se o entupimento está dentro do imóvel ou na rede pública?

Alguns sinais ajudam a identificar a origem.

Provavelmente é um problema interno quando:

  • somente uma pia está entupida;
  • apenas o chuveiro apresenta dificuldade de escoamento;
  • um único vaso sanitário não funciona corretamente;
  • existe acúmulo de gordura na tubulação da cozinha;
  • o problema começou depois de determinado uso;
  • outros imóveis da região estão funcionando normalmente.

Pode ser um problema coletivo quando:

  • várias unidades do prédio apresentam retorno de esgoto;
  • diversos apartamentos têm o mesmo problema;
  • imóveis vizinhos apresentam sintomas semelhantes;
  • há extravasamento de esgoto na rua;
  • uma caixa de inspeção externa apresenta retorno;
  • o problema persiste mesmo após a desobstrução da instalação interna.

Nesses casos, não é recomendável simplesmente contratar uma desentupidora sem antes verificar se o problema está na rede pública ou em uma tubulação compartilhada.


O Brasil ainda possui um grande desafio de infraestrutura de esgoto

A questão dos entupimentos também precisa ser analisada dentro da realidade do saneamento brasileiro.

Os dados mais recentes do SINISA 2024, com ano de referência 2023, indicam que 53,5% dos domicílios brasileiros eram atendidos por rede coletora de esgoto.

Nas áreas urbanas, o índice chegava a 61,6%, enquanto nos domicílios rurais era de apenas 2,2%.

A diferença regional também é expressiva.

Segundo o mesmo levantamento, o atendimento por rede coletora alcançava:

  • 73,9% dos domicílios no Sudeste;
  • 55,8% no Centro-Oeste;
  • 46,7% no Sul;
  • 28,4% no Nordeste;
  • 15,3% no Norte.

Esses números ajudam a explicar por que a realidade de um imóvel conectado a uma rede pública estruturada pode ser muito diferente daquela encontrada em áreas que utilizam soluções individuais ou possuem infraestrutura de saneamento mais limitada.

O SINISA passou a dar continuidade ao trabalho anteriormente realizado pelo SNIS, reunindo informações sobre os serviços de saneamento básico no país.


Quais são as principais causas de canos entupidos?

Grande parte das obstruções domésticas está relacionada ao uso inadequado das instalações.

Entre as causas mais comuns estão:

1. Gordura e óleo

Óleo de cozinha e gordura podem aderir às paredes internas da tubulação e acumular outros resíduos.

Com o tempo, o diâmetro útil do tubo diminui e a água passa a escoar lentamente.

2. Cabelo e resíduos de sabonete

Banheiros são especialmente suscetíveis ao acúmulo de cabelos, pelos, sabonete e outros resíduos.

3. Papel higiênico em excesso

Embora o papel higiênico seja projetado para se desintegrar na água, grandes quantidades podem contribuir para obstruções, principalmente quando a instalação apresenta baixa capacidade de escoamento ou algum problema pré-existente.

4. Objetos descartados no vaso sanitário

Fraldas, absorventes, lenços umedecidos, cotonetes, embalagens e outros objetos não devem ser descartados no vaso sanitário.

Mesmo produtos comercializados com alegações de descarte no vaso podem causar problemas dependendo da instalação.

5. Raízes de árvores

Em redes externas, raízes podem penetrar em tubulações antigas ou danificadas e provocar obstruções.

6. Problemas estruturais

Tubulações quebradas, deslocadas, deformadas ou instaladas com inclinação inadequada também podem provocar entupimentos recorrentes.

Nesse caso, simplesmente desentupir o cano pode não resolver a causa do problema.


Como prevenir um novo entupimento

Alguns hábitos simples reduzem bastante a frequência dos entupimentos e ajudam a prolongar a vida útil da tubulação:

  • use telas ou ralos protetores na pia, no tanque e no box do banheiro para reter cabelo e resíduos sólidos;
  • nunca descarte óleo ou gordura na pia — guarde em um recipiente e descarte no lixo comum;
  • não jogue fraldas, absorventes, cotonetes, lenços umedecidos ou embalagens no vaso sanitário, mesmo quando o produto indicar ser “descartável”;
  • faça limpeza periódica de ralos e sifões, principalmente em cozinhas e banheiros de uso intenso;
  • diante de entupimentos recorrentes no mesmo ponto, solicite uma inspeção técnica antes que o problema se agrave.

Essas medidas não eliminam totalmente o risco de entupimento, mas reduzem a chance de o problema surgir por mau uso — o que também protege o inquilino de ser responsabilizado indevidamente.


Como descobrir onde está o entupimento?

Quando o problema é recorrente, a solução mais eficiente pode ser uma inspeção técnica da tubulação.

Dependendo do caso, uma empresa especializada pode utilizar:

  • máquina desentupidora;
  • cabo rotativo;
  • hidrojateamento de alta pressão;
  • equipamento de localização;
  • câmera de inspeção de tubulações;
  • ferramentas específicas para redes de esgoto.

A câmera de inspeção, por exemplo, pode ajudar a identificar se existe uma obstrução, quebra, deslocamento de tubulação ou invasão de raízes.

Isso é especialmente útil em uma discussão entre proprietário e inquilino, porque pode ajudar a determinar se o problema está relacionado ao uso ou à própria condição da instalação.


Quem deve chamar a desentupidora: proprietário ou inquilino?

Em uma situação de emergência, a prioridade deve ser interromper o retorno de esgoto e evitar danos ao imóvel.

Se houver risco de alagamento, contaminação ou dano ao patrimônio, o problema deve ser comunicado imediatamente ao responsável pelo imóvel.

Em imóveis alugados, o ideal é que o inquilino:

  1. comunique o proprietário ou a imobiliária;
  2. registre fotos e vídeos do problema;
  3. informe quando os sintomas começaram;
  4. evite utilizar a instalação afetada;
  5. solicite avaliação profissional;
  6. guarde orçamento, nota fiscal e relatório do serviço.

Se o problema for provocado pelo uso do inquilino, ele poderá ser responsabilizado.

Se for um defeito estrutural ou vício anterior à locação, a responsabilidade tende a recair sobre o proprietário.


E se o proprietário se recusar a resolver um problema urgente?

A Lei do Inquilinato prevê que, quando o imóvel necessita de reparos urgentes cuja realização seja responsabilidade do locador, o locatário deve permitir a execução do serviço.

Quando esse reparo urgente se prolonga, a própria lei já prevê consequências: se ultrapassar 10 dias, o inquilino pode ter direito a um abatimento proporcional no valor do aluguel; se ultrapassar 30 dias, pode inclusive rescindir o contrato sem multa. Essa regra vale para reparos que sejam, de fato, urgentes e de responsabilidade do proprietário — nem toda manutenção se enquadra nessa categoria, e a avaliação pode variar conforme o caso concreto.

Por isso, em vez de simplesmente deixar o problema piorar, é recomendável formalizar a comunicação por escrito, especialmente quando existe risco de dano ao imóvel ou à saúde dos ocupantes.

Se o proprietário se recusar a resolver um problema comprovadamente de sua responsabilidade, o inquilino pode buscar orientação em um órgão de defesa do consumidor, como o Procon, ou, dependendo do valor envolvido, no Juizado Especial Cível.

Em situações de conflito sobre quem deve pagar, documentos e evidências técnicas podem ser importantes.


O que fazer quando o esgoto está voltando?

Se houver retorno de esgoto, não espere o problema desaparecer sozinho.

Faça o seguinte:

1. Pare de utilizar os pontos de água afetados.

Evite tomar banho, lavar roupas, usar pias ou dar descarga se houver risco de retorno.

2. Verifique se o problema está restrito à sua unidade.

Em apartamentos, pergunte ao síndico ou a outros moradores.

3. Observe a caixa de inspeção, se houver acesso seguro.

Nunca entre em caixas, poços ou espaços confinados.

4. Entre em contato com o prestador de saneamento quando houver indícios de problema na rede pública.

5. Se o problema estiver na instalação particular, procure uma empresa especializada em desentupimento.

6. Documente tudo.

Fotos, vídeos, protocolos de atendimento, notas fiscais e relatórios técnicos podem ser importantes para definir posteriormente quem deve arcar com o custo.


Posso descontar o valor da desentupidora do aluguel?

Não é recomendável simplesmente descontar o valor do aluguel por conta própria.

Mesmo que o inquilino acredite que o problema seja responsabilidade do proprietário, a compensação de despesas com aluguel pode envolver questões contratuais e jurídicas específicas.

O mais seguro é comunicar formalmente o proprietário ou a imobiliária, guardar os comprovantes e buscar orientação jurídica quando houver divergência.


E quando o problema acontece em um condomínio?

Em condomínios, a identificação do ponto exato do entupimento é ainda mais importante.

A investigação pode envolver:

Apartamento → ramal da unidade → coluna/prumada → rede interna do condomínio → caixa de inspeção → ligação com a rede pública.

Quanto mais próximo da instalação exclusiva da unidade estiver o problema, maior a possibilidade de responsabilidade individual.

Quanto mais próximo de uma tubulação coletiva, maior a possibilidade de envolvimento do condomínio.

Se estiver na rede pública, deve ser acionado o prestador responsável pelo serviço de esgotamento sanitário.


Resumo: quem paga o cano entupido?

A resposta depende da causa e do local da obstrução.

Inquilino: pode ser responsável quando provoca o entupimento por mau uso ou causa danos à instalação.

Proprietário: normalmente responde por defeitos estruturais, vícios anteriores à locação e problemas cuja reparação seja de sua responsabilidade.

Condomínio: pode responder por problemas em tubulações e instalações de uso coletivo, conforme as regras condominiais e a localização do defeito.

Companhia ou prestador de saneamento: deve ser acionado quando houver indícios de problema na rede pública ou no trecho de responsabilidade definido pela regulamentação local.

Portanto, antes de decidir quem deve pagar, a pergunta mais importante não é “quem mora no imóvel?”, mas:

Onde está o entupimento e qual foi a causa?

Essa é a informação que normalmente permite determinar quem deve providenciar e custear o serviço.


Perguntas frequentes sobre cano entupido

 

Cano entupido é sempre responsabilidade do inquilino?

Não. O inquilino só responde quando o entupimento resulta de mau uso — gordura na pia, objetos no vaso sanitário, acúmulo de cabelo, por exemplo. Se a causa for um defeito estrutural, uma tubulação deteriorada ou um vício anterior ao contrato, a responsabilidade é do proprietário, conforme os artigos 22 e 23 da Lei do Inquilinato.

Posso descontar o desentupimento do valor do aluguel?

Não é recomendável fazer esse desconto por conta própria. Mesmo quando a responsabilidade é do proprietário, a compensação de despesas envolve questões contratuais específicas. O caminho mais seguro é comunicar formalmente o proprietário, guardar os comprovantes e buscar orientação jurídica se houver recusa.

O condomínio é obrigado a pagar pelo entupimento do meu apartamento?

Depende de onde está o problema. Se o entupimento afeta apenas a sua unidade, a responsabilidade costuma ser individual. Se está em uma coluna, prumada ou tubulação de uso coletivo — muitas vezes identificado quando vários apartamentos apresentam o mesmo sintoma ao mesmo tempo —, a responsabilidade tende a ser do condomínio.

Quanto tempo o proprietário tem para resolver um entupimento urgente?

Quando o entupimento configura um reparo urgente que é responsabilidade do proprietário, a Lei do Inquilinato (art. 26) garante ao inquilino direito a abatimento proporcional do aluguel caso o reparo ultrapasse 10 dias, e o direito de rescindir o contrato sem multa caso ultrapasse 30 dias.

A companhia de água e esgoto desentope cano dentro de casa?

Normalmente, não. O prestador de saneamento responde pela rede pública e, em geral, até a caixa de inspeção de ligação, conforme as normas da ANA. A instalação predial de esgoto — os canos dentro do imóvel — é de responsabilidade do usuário ou do proprietário.

O que fazer se o proprietário se recusar a resolver o problema?

Formalize a comunicação por escrito, guardando fotos, orçamentos e a data em que o problema foi informado. Se o proprietário se recusar a arcar com uma responsabilidade comprovadamente sua, o inquilino pode buscar orientação em um Procon ou, dependendo do valor da causa, no Juizado Especial Cível.

Como provar que o entupimento não foi causado por mau uso?

O registro de fotos e vídeos assim que o problema aparece, somado a um laudo técnico com câmera de inspeção, ajuda a demonstrar se a causa foi um defeito da tubulação ou um uso inadequado. Esse laudo costuma ser decisivo em caso de divergência entre proprietário e inquilino.


Precisa de uma desentupidora?

Quando o entupimento está na instalação particular do imóvel, uma avaliação profissional pode evitar tentativas improvisadas que acabam agravando o problema.

A DesentupidoraBHORG oferece serviços de desentupimento para residências, condomínios e estabelecimentos comerciais, incluindo atendimento para situações emergenciais.

Em casos de retorno de esgoto, vaso sanitário entupido, pia sem escoamento, ralo obstruído ou tubulação com entupimento recorrente, uma equipe especializada pode identificar a origem do problema — inclusive com câmera de inspeção, quando necessário — e utilizar o equipamento adequado, como hidrojateamento de alta pressão, para restabelecer o fluxo da tubulação.

Importante: este conteúdo apresenta informações gerais e não substitui a análise do contrato de locação, das normas do condomínio, da regulamentação municipal ou estadual e, quando necessário, a orientação de um profissional jurídico ou técnico.

Mary Adriana Esquivel de Araújo

CEO & Advogada (OAB 112066144)

Com mais de 11 anos de experiência consolidada, é especialista em desmistificar  o mercado brasileiro. Sua atuação combina o rigor jurídico exigido pela legislação nacional com o dinamismo das principais leis no Brasil.

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